segunda-feira, 11 de agosto de 2014

7 pecados capitais do mundo do trabalho

20:11

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7 pecados capitais do mundo do trabalho
Os vícios e as virtudes são fatores comuns que coexistem com a interação entre as pessoas. Todo o contexto respeita isso e o ambiente de trabalho não é exceção à regra.

Irene Azevedo, diretora de negócios da LHH | DBM, partilha e defende essa opinião. Para a executiva, os relacionamentos profissionais têm as mesmas falhas humanas, fundamentadas nos 7 pecados capitais.

Gula, luxúria, preguiça, inveja, ira, soberba e avareza são conhecidas como os nossos principais desvios da conduta desde o século 13, quando são Tomás de Aquino registou os pecados na obra "Suma Teológica".

Para Irene, essa lista de pecados teve origem numa reflexão profunda sobre o comportamento humano, independentemente da conotação religiosa. "São deficiências universais e emblemáticas, que se aplicam a qualquer ambiente, inclusive o profissional", opina a executiva.

Se, por um lado, essas falhas pertencem à natureza humana, por outro, a configuração atual do mercado de trabalho acentua as nossas disposições negativas. "As empresas estimulam o nosso lado mais egoísta e individualista ao não premiar suficientemente as conquistas coletivas", explica Irene.

Em função disso, a seguir descrevemos algumas relações entre os 7 famosos pecados capitais e o universo do trabalho.

Inveja


"A maioria de nós é competitivo em alguma medida, mas isso pode passar dos limites", afirma Irene. Essa disposição humana pode ser muito estimulada no contexto profissional, em que a concorrência cumpre um papel central na lógica dos resultados.

O sentimento pode levar profissionais de destaque a serem alvos da hostilidade dos colegas. "É comum ver pessoas que, por inveja, criticam e até boicotam quem incomoda", afirma Sandra Oliveira, diretora na Dale Carnegie de São Paulo.

Soberba


Esse orgulho desmedido pode criar uma bolha em volta do indivíduo. Cada um só está interessado em si mesmo e nos seus próprios problemas, o que asfixia a comunicação e cria células isoladas no trabalho, acredita Sandra.

Ira


A agressividade também aparece frequentemente no mundo do trabalho, intensificada pelo stress e pela pressão pelos resultados. Infelizmente, brigas, insultos e xingamentos não são raras em ambientes corporativos, afirma Irene.

Para Sandra, a hostilidade também se manifesta mais facilmente na internet. Usando o escudo do um email, por exemplo, as pessoas sentem-se muito mais corajosas para lançar ofensas aos outros, explica a executiva.

Avareza


O apego exagerado ao dinheiro também está muito presente no mundo do trabalho. De acordo com Irene, o desejo de progredir materialmente é natural, no entanto, o objetivo de acumular riquezas não pode ser perseguido a qualquer custo.

Gula


A vontade excessiva por comida pode ser traduzida para o universo do trabalho como uma necessidade constante de "abocanhar" o que está em redor. “O vício da gula aparece no profissional que quer tudo o que é do colega, a tarefa, o cargo, o salário, o status”, diz Irene.

Luxúria


Para Irene, existem muitas metáforas possíveis para o desejo íntimo excessivo no mundo profissional. "A busca pelo prazer individual e a desatenção às necessidades dos colegas são atitudes que podem aparecer no escritório", diz ela.

É o caso de profissionais que põem a sua própria satisfação em primeiro lugar, em detrimento de qualquer consciência de equipa. Aqui estão incluídos os comportamentos egoístas, indelicados e espaçosos do dia-a-dia corporativo.

Preguiça


"O mundo corporativo está cheio de procrastinadores, que não pensam no impacto dos seus atrasos para o resto da equipe", afirma Irene. Tarefas acumuladas, prazos estourados e pendências esquecidas são alguns sinais de que a ociosidade está a reinar no ambiente de trabalho. [info]

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